As melhores estratégias para ter sucesso no seu investimento imobiliário em 2024

O mercado imobiliário francês está passando por uma fase de recomposição. As taxas de juros, após uma rápida alta, permanecem em níveis que impactam a capacidade de empréstimo. As normas energéticas restringem progressivamente a locação dos imóveis menos eficientes.

Nesse contexto, as estratégias de investimento imobiliário que funcionavam há cinco anos merecem ser reavaliadas.

Retorno locativo contra restrição regulatória: o verdadeiro arbitragem de 2024

A rentabilidade de um investimento locativo não se resume mais a um cálculo entre preço de compra e aluguéis recebidos. Vários parâmetros regulatórios modificam profundamente a situação.

Os tetos de aluguel, aplicados em um número crescente de municípios, limitam a capacidade de fixar um preço de mercado. As obrigações relacionadas ao diagnóstico de desempenho energético (DPE) proíbem ou proibirão a locação dos imóveis classificados como G, e depois F. Essas restrições criam um abismo crescente entre a rentabilidade bruta apresentada e a rentabilidade líquida real.

Um imóvel apresentado com um retorno de vários pontos pode ver sua margem absorvida por obras de adequação, aumento das taxas de condomínio ou períodos de vacância locativa relacionados a restrições regulatórias. Os investidores que comparam apenas os preços por metro quadrado entre duas cidades não percebem essa realidade. Para refinar essa análise, o site Immo Saga para investimento permite confrontar diferentes cenários de acordo com os mercados locais.

Os retornos de campo divergem nesse ponto: em algumas cidades médias, os retornos permanecem atraentes apesar do quadro regulatório, enquanto nas metrópoles tensionadas, as restrições acumuladas comprimem a margem a ponto de tornar a operação neutra, ou até deficitária em termos de fluxo de caixa.

Investidor imobiliário analisando planos e dados financeiros em um escritório em casa, estratégia de investimento imobiliário

Estratégia de compra de imóvel antigo para reformar: criação de valor e tributação LMNP

Entre as abordagens que se destacam, a compra de um imóvel antigo seguida de uma reforma e, em seguida, uma locação mobiliada concentra vários alavancadores. Essa estratégia se baseia em três mecanismos complementares.

  • A negociação na compra: os imóveis mal classificados no DPE (imóveis ineficientes) são vendidos com descontos significativos, especialmente em Paris, onde as margens de negociação se abriram consideravelmente nesse segmento.
  • A criação de valor por meio de obras: uma reforma energética melhora a classificação DPE, elevando o valor patrimonial do imóvel e garantindo sua capacidade locativa a longo prazo.
  • A otimização fiscal através do status LMNP (locador de imóvel mobiliado não profissional): esse regime permite amortizar o imóvel e as obras, reduzindo assim a base tributável sobre os rendimentos locativos.

Essa combinação continua a ser procurada porque atua simultaneamente sobre o preço de entrada, a valorização do patrimônio e a tributação. Por outro lado, pressupõe uma capacidade de gerenciar uma obra de reforma e antecipar os custos reais das obras, que frequentemente extrapolam.

Limites a considerar antes de se lançar

O status LMNP tem sido objeto de discussões legislativas nos últimos anos. Os dados disponíveis não permitem concluir sobre a estabilidade desse quadro fiscal a médio prazo. Um investimento calibrado apenas com base na vantagem LMNP está exposto a um risco regulatório.

Além disso, a gestão de uma locação mobiliada exige mais tempo do que uma locação nua clássica: rotação de inquilinos mais frequente, manutenção do mobiliário, gestão administrativa específica.

Gestão locativa: o critério que os investidores subestimam

A dimensão da gestão se tornou um critério estratégico por si só. Muitos investidores raciocinam em termos de rentabilidade bruta sem integrar o tempo dedicado à gestão cotidiana: busca de inquilinos, vistorias, cobranças de inadimplentes, coordenação de obras de manutenção.

Para um imóvel em locação mobiliada de curta duração, a carga de gestão pode representar várias horas por semana. Em locação de longa duração clássica, ela permanece mais leve, mas não desaparece. Essa realidade explica a ascensão dos formatos de gestão delegada ou semi-delegada, onde um profissional assume toda ou parte da exploração locativa.

O custo dessa delegação, geralmente compreendido entre alguns pontos percentuais dos aluguéis, deve ser integrado desde o cálculo inicial de rentabilidade. Um investimento que só é rentável em autogestão total baseia-se em uma hipótese frágil: que o proprietário sempre terá o tempo e a energia necessários.

SCPI: a gestão totalmente externalizada

As SCPI (sociedades civis de investimento imobiliário) representam uma alternativa para os investidores que desejam se expor ao mercado imobiliário sem qualquer gestão direta. O patrimônio é diversificado, a gestão é profissionalizada e os tickets de entrada são mais acessíveis do que uma compra direta.

Por outro lado, o investidor em SCPI não controla nem a escolha dos imóveis, nem a estratégia de reforma, nem o calendário de revenda. A liquidez permanece limitada. Esse formato se adequa a uma lógica patrimonial de longo prazo, não a uma busca por rendimento imediato ou valorização rápida.

Casal visitando um apartamento reformado com um agente imobiliário, investimento em imóveis para locação em 2024

Investimento imobiliário em cidade média: oportunidades e pontos de atenção

As cidades médias concentram uma parte crescente da atenção dos investidores, atraídos por preços de compra significativamente inferiores às metrópoles e rendimentos locativos mais altos em aparência. A escassez de imóveis para locação em alguns desses mercados reforça a demanda.

Mas um rendimento elevado no papel pode esconder fragilidades: mercado de trabalho estreito, vacância locativa estrutural em alguns bairros, mercado de revenda pouco profundo. Um imóvel difícil de revender em dez anos anula o benefício dos aluguéis recebidos nesse meio tempo.

Dois critérios merecem atenção especial antes de investir em uma cidade média:

  • A dinâmica demográfica e econômica local: uma cidade que perde habitantes a cada ano apresenta um risco locativo estrutural, independentemente do preço de compra.
  • A profundidade do mercado locativo: um investimento em uma cidade onde a demanda locativa depende de um único empregador ou de um único setor de atividade expõe a uma concentração de risco.

O investimento imobiliário em 2024 não se resume à escolha de um dispositivo fiscal ou de uma cidade. A rentabilidade real depende de um arbitragem entre preço de entrada, restrições regulatórias, custo de gestão e horizonte de detenção. Os investidores que integram essas quatro dimensões em sua estratégia inicial têm as melhores chances de preservar seu patrimônio a longo prazo.

As melhores estratégias para ter sucesso no seu investimento imobiliário em 2024